“Ninguém, a não ser aqueles que as tenham experimentado,
pode compreender as seduções da ciência”.
Origens da autora
Mary Shelley (nascida, em 1797, Mary Wollstonecraft Godwin) dedica sua obra, Frankenstein, ou o Prometeu Moderno, a William Godwyn, seu pai, jornalista e escritor, que sempre a incentivou a desenvolver-se intelectualmente. Da mãe, Mary Wollstonecraft, feminista e também escritora, herdou viés político bem à frente do seu tempo, apesar da sua morte ter ocorrido no 10º dia de vida da pequena Mary.
Origem do romance
Frankenstein nasce de um desafio feito por Lord Byron, amigo do casal Percy e Mary Shelley: o de escrever histórias de fantasmas. No dia 16 de julho de 1816, embora fosse verão, a tempestade rugia às margens do lago Genebra, na Suíça, e Mary, então, com 19 anos, queria criar uma história “que falasse aos medos misteriosos de nossa natureza e despertasse um horror eletrizante”. Ela havia ouvido falar dos experimentos de Benjamin Franklin com eletricidade e de Erasmus Darwin (avô do Charles) para animar a matéria a partir de estímulos elétricos. A partir daí, um ser gerado de partes de cadáveres começava a viver em seu imaginário. Naquela noite, ela sonhou.

O Sonho
No sonho de Mary, um estudioso desejava gerar uma criatura dessa maneira mas, quando a vê despertar, foge, aterrorizado. Tenta dormir, imaginando que essa centelha de vida logo se extinguiria. Mas, ao abrir os olhos, enxerga a terrível figura ao seu lado, observando-o no escuro. Assim se dá com o protagonista do seu romance, o Dr.Frankenstein.
A criatura
Juntando partes de diferentes corpos, Frankenstein dá vida à uma estranha criatura que, sem ventre materno, é rejeitada pelo pai à primeira vista. Autodidata para as coisas da vida e ignorante da sua própria deformidade, a criatura sonha pertencer a um grupo e ser amada. Mas as reações diante da sua figura são sempre violentas. Do mesmo modo, ela reage violentamente. E transforma a vingança em seu propósito de vida.


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